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MACRO & MICRO
Laranjeiras, terra das artes
Nosso bairro tem uma reprimida vocação, vocação para tornar-se uma galeria a céu aberto e/ou sob quaisquer tetos por mais precários que sejam.
Nossos artistas são guerreiros e...



Conversa de Livraria
Leia na íntegra a crônica de Sérgio Bernardo “Itinerário Amoroso por Laranjeiras Boêmia”, primeiro lugar no concurso Laranjeiras em Prosa e Verso.


MACRO & MICRO

Gilson Nazareth
Mestre em Educação IESAE - FGV
Doutor em Comunicação e Cultura ECO - UFRJ


Laranjeiras, terra das artes

Nosso bairro tem uma reprimida vocação, vocação para tornar-se uma galeria a céu aberto e/ou sob quaisquer tetos por mais precários que sejam.

Nossos artistas são guerreiros e invadem feiras, unem-se aos camelôs e donos de banca de jornal para conseguirem espaço. Também lojas, restaurantes, entrada de edifícios, até mesmo beira de calçada, e mais salas de entrada de apartamentos são transformados, em parte e, episodicamente, em locais de exposição.

Há, inclusive, artistas como Cecília Ottoni Cardoso de Menezes, de tradicionalíssima família, que leva seus trabalhos nas casas dos interessados em seus desenhos.

A AMAL (Associação de Moradores de Laranjeiras) criou uma modesta e precária galeria a qual funcionou por três anos e meio. Está fechada, há meses, necessitando de, ao menos, uma pintura higiênica, para reabrir... Não há dinheiro em canto algum para a cultura e olha que a Associação tem batido em inúmeras portas.

Vamos ouvir esses batalhadores:
Começaremos por Flora Soleto, conhecida desenhista, ilustradora e professora de desenho do bairro:
“A falta de espaço para as artes é, em verdade, uma falta de respeito para com o artista e seu público. O modismo de nomes e propostas ainda diminui mais as oportunidades do artistas independentes.”

Outro artista à procura de espaço é Oswaldo Davim:
“Gostaria de ver a arte levada ao povo por meio da ocupação desses espaços: praças, ruas, prédios governamentais. Só de vermos a arte divulgada já nos deixa felizes.”

Outros artistas já consagrados, que não necessitam das praças para expor, são favoráveis a esta idéia. Ouçamos o pintor Eraldo Motta: “A cultura está em baixa porque o nível cultural do brasileiro também baixou muito. Há uma decadência generalizada em muitos setores. Estamos numa crise civilizatória.”

A AMAL apóia a proposta da artista plástica e ativista cultural Helena Mori – o movimento de ARTE NAS PRAÇAS – o qual está dependendo somente da aprovação das autoridades municipais, mas isso faz tempo...

Para termos uma visão mais esclarecedora da situação vamos entrevistar Dona Vitória Cervantes, administradora regional da IV R.A.

Folha da Laranjeira – A senhora tem a capacidade de manter vivo e profícuo o diálogo entre o poder público e a sociedade civil; a que a senhora atribui esta faculdade?
Vitória Cervantes – Procuro sempre que possível estreitar meus contatos com os segmentos representativos dos bairros sob minha Administração.

FL – A AMAL (Associação de Moradores de Laranjeiras) apadrinhou e encaminhou a proposta de Helena Mori, ARTE NAS PRAÇAS. Como a senhora encara esta demanda por espaço para as artes plásticas, tanto da parte das artistas como por parte dos moradores de Laranjeiras?
VC – Acho a proposta importante e procuro adequá-la às diversas demandas que recebo para o espaço público.

FL – Santa Teresa, Copacabana, Centro (av. Rio Branco e rua do Lavradio) e outros bairros e logradouros já foram beneficiados com espaço para os artistas plásticos.A senhora vê alguma razão maior para que nosso bairro de Laranjeiras seja o “patinho feio” deste movimento, que é de toda a cidade?
VC – Categoricamente, não! Tanto o Subprefeito Marcelo Maywald quanto eu, estamos autorizando o início deste movimento em Laranjeiras, bairro tradicional da arte e da cultura.

FL – Artistas, amantes das artes e a população de Laranjeiras como um todo poderiam contar com a senhora como nossa madrinha das artes?
VC – Será um prazer e honra poder estar junto dos artistas do nosso bairro.





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Jornal da AMAL
ano 26 - nº 210
Jan-Fev/06