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Léo Almeida:
um artista multifacetado

Ele é jovem e fala para jovens. Aos 24 anos, Léo Almeida foge do estereótipo da maioria dos apresentadores ou atores da sua idade. Ele não é sarado, não se veste seguindo moda ou tendências e nem desfila ao lado de modelos ou atrizes que estão na mídia. Após sete anos à frente dos programas jovens da TVE Brasil, Léo é representante de uma juventude que pensa e reflete sobre seu papel na sociedade.



Por Fábio Amaral

Nascido em Cuiabá, Léo se mudou para Florianópolis aos oito anos, onde morou até os 17. Foi nesta idade, quando fazia o estilo “rebelde sem causa”, que resolveu aceitar o convite de sua irmã Fernanda e participar de um teste para um quadro sobre Internet na TVE. Seu desempenho foi tão bom que semanas depois ele estava mudando de “mala e cuia” para a Cidade Maravilhosa. O lugar escolhido para morar não poderia ser outro, senão Laranjeiras, onde sua irmã já residia.

Como você foi se tornar apresentador de TV aos 17 anos, sendo que morava em Florianópolis?
A Fernanda, minha irmã, começou a trabalhar com produção de elenco e daí rolou uma oportunidade de um teste na TVE para um bloco de cinco minutos. Eles queriam um apresentador jovem que soubesse alguma coisa de Internet. Vim para o Rio em um final de semana, gravei e entreguei o teste para o diretor do Caderno 2. Voltei pra Florianópolis no mesmo final de semana. A fita ficou rolando umas duas semanas na TVE. Eles gostaram muito do trabalho, me chamaram e contrataram por três meses de experiência. Já estou aqui há sete anos (risos).

Como foi essa loucura de sair de uma cidade pequena e vir para o Rio de Janeiro virar apresentador do dia pra noite?
Na época foi assim: pega o microfone, liga a câmera, áudio, três, dois, um... vai meu filho (risos). A gente nunca teve muita preparação. Na hora você fica meio anestesiado, é mais a curiosidade e a coisa de querer mostrar serviço. Acho que hoje eu sinto muito mais, porque tenho a consciência da responsabilidade que é um programa ao vivo, do que se precisa fazer etc. Quando comecei o programa era gravado e eu dividia a apresentação com outras pessoas.

Como era o Léo em Florianópolis?
Eu era extremamente o contrário do que sou agora. Não dava o exemplo. Hoje em dia posso falar que dou o exemplo. Não é uma pretensão minha, não é isso. É só para você entender que em Florianópolis eu era o típico adolescente rebelde sem causa. Fazia muita besteira, saía de noite e não ligava pra mãe.

Quando você diz que hoje dá o exemplo, isso significa o quê? Que você tem que se policiar sobre algumas atitudes?
Muito. Porque você acaba entendendo o que é se tornar uma figura pública. A partir do momento em que entrei na televisão, aquela imagem que está lá é uma coisa que não me pertence mais. Eu basicamente empresto uma outra face minha. Embora seja uma face tão verdadeira quanto a minha própria face.
Eu me policio bastante, mas não quero deixar de viver por causa disso. É um dilema. Como você vai esquecer que trabalha na televisão e sair por aí fazendo loucuras?

Você sempre trabalhou com temáticas jovens, além de ser engajado em várias causas sociais. Quando acha que vai sair desse público ou ele é para sempre?
Acho que não tenho muito como me desvencilhar disso. É uma responsabilidade que tomo pra mim com muito gosto. Faz muita diferença pra mim o fato de trabalhar com juventude. Por estar na frente das câmeras, acabo tendo que experimentar e ouvir o que está rolando por aí e assim fazer representar minha geração. Sinto que existem pessoas muito mais prédispostas ao movimento de mudança no país que outras. Existem artistas de entretenimento e artistas de comprometimento. Eu sou um pouco dos dois. Gosto de jogar com os dois vieses: informação e diversão ao mesmo tempo.

Você atua em várias áreas: é escritor, apresentador, ator, editor etc. É difícil definir o Léo Almeida. O que mais resume o Léo?
O Léo é mais Léo (risos). Dentro de tudo o que faço tem um pouco da minha essência. Como ator, seria muito difícil não entregar o meu repertório pessoal para o personagem. Eu não conseguiria separar totalmente e construir uma nova identidade.

Como imagina sua carreira quando for mais velho?
Eu acho que o meu caminho é fora das câmeras. Dentro de televisão, mas atrás das câmeras. Eu já tenho um trabalho de editor de imagem, que está me rendendo um nome, bem ou mal. Daqui pra frente, se por um acaso eu sair da TV Educativa e não tiver onde mostrar meu trabalho como apresentador, eu acho que vou conseguir me sustentar dentro do mercado em outras funções. Isso muito por conta da TVE.

Qual o grau de envolvimento que mantém com o bairro?
Eu não conseguiria morar em outro lugar. Já me mudei três vezes dentro do bairro. Já morei na rua Alice, já fui pra perto do Largo do Machado, vim pra cá de novo. De alguma forma a minha história está aqui em Laranjeiras. Isso eu sinto pelos vários déja-vu que tive. A minha energia bate aqui.

O quê destaca de ruim no bairro?
Ruim... (depois de pensar um pouco) acho que é a mesma coisa que em outros bairros: o trânsito. Tinha o lance das Casas Casadas, que eu achava um absurdo aquilo ficar abandonado e agora eles estão começando a, pelo menos, dar uma olhada ali. A situação de abandono de alguns prédios antigos aqui de Laranjeiras é uma coisa que me incomoda profundamente. Não vejo muito outros problemas. Eu acho Laranjeiras um bairro tão maneiro!

O que é o Eletroliterária?
É um site que criei com outros amigos e que futuramente vai virar um programa de televisão. Visitem:
www.eletroliteraria.com.br


A entrevista aconteceu no Studio Escola de Atores - rua Alice, 256




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Jornal da AMAL
ano XXV nº 208
10-11/05