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Gilson Nazareth entrevista a artista plástica Helena Mori.



Conversa de Livraria
Cristina da Costa Pereira homenageia, em sua coluna, a Dra. Nise da Silveira, no ano do centenário de seu nascimento.


“Freud abriu a porta para o século XX,
mas não entrou. Ficou no XIX.”

(Dra. Nise da Silveira)


Em Botafogo, bairro vizinho de Laranjeiras, fica a Casa das Palmeiras (rua Sorocaba, 800), instituição criada em 1956 a partir do trabalho da Dra. Nise da Silveira. Em 2005 comemora-se o centenário de nascimento da médica e psiquiatra alagoana (1905-1999), que foi considerada a mulher do século no Brasil.

O Grupo de Estudos C.G. Jung/Nise da Silveira editou a imprescindível Revista Quaternio (Homenagem Nise da Silveira), nº8, 2001, a qual se encontra à venda somente na Casa das Palmeiras. A publicação encanta-nos e ilustra-nos por meio de belíssimos depoimentos que nos falam da mulher de riqueza artística, intelectual e espiritual. Há, também, comentários a suas publicações e informes biográfico e bibliográfico.

Uma das pessoas que faz parte do Grupo de Estudos desde que foi oficializado em 1968 (no apartamento da Dra. Nise na rua Marquês de Abrantes) é a artista plástica, astróloga e escritora Martha Pires Ferreira que, junto com o jornalista Bernardo Horta, que também faz parte do grupo, organizou o Domingo Nise da Silveira a 18/9 p.p. na Escola de Artes Visuais no Parque Lage, ofertando-nos uma tarde/noite rica de emoção, arte e reflexão. Pena que, apesar de convidados, poucos médicos, psiquiatras e psicanalistas compareceram ao evento. Em compensação, poetas, músicos, escritores, artistas plásticos, atores e pensadores estavam lá, o que comprova que a Dra. Nise continua anos-luz à frente de seu tempo.

No medíocre contexto político-educacional em que estamos chafurdados, vamos beber dessa água cristalina – as palavras da Dra. Nise da Silveira – que no antigo Hospital Psiquiátrico Pedro II desenvolveu um trabalho inovador, denunciando as formas agressivas de tratamento – lobotomia, choque elétrico, tratamento predominantemente medicamentoso – e procurou deixar emergir o eu profundo dos residentes na expressão artística de seus trabalhos criados no Museu de Imagens do Inconsciente: “Geralmente os psiquiatras não olham no olho do cliente (esquizofrênico), e o olhar do cliente é um tesouro preciosíssimo. Sem a relação de uma pessoa para a outra, não há cura possível.”

O encontro fundamental de sua vida foi com Carl G. Jung, que se mostrava impressionado com as pinturas dos esquizofrênicos brasileiros, “pois elas apresentam no primeiro plano a harmonia de formas e cores que não é habitual na pintura de esquizofrênicos.” E indaga o psicólogo Jung: “Como é o ambiente onde esses doentes pintam? Suponho que trabalhem cercados de simpatia e de pessoas que não têm medo do inconsciente.”

Num momento em que a auto-estima do brasileiro precisa se fortalecer, nada melhor que o legado dos pensamentos e ações da Dra. Nise da Silveira, esse espírito iluminado, que irradiou consciência libertária, doçura, afeto e humanismo.


Cristina da Costa Pereira
Escritora, professora de literatura e produtora cultural
Coordenadora do Sarau João do Rio (AMAL) e do Ciranda Literária. [email protected]




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Jornal da AMAL
ano XXV nº 208
10-11/05