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Flora Soleto: uma artistas sempre em busca de renovação


Para os romanos seu nome significa deusa das flores e da primavera. Para nós, seu nome é sinônimo de beleza e coragem. Assim como as flores possuem inúmeras combinações de cores, as telas pintadas pela artista plástica Flora Soleto exibem cores vibrantes e alegres. Mas como bem diz a artista, nem sempre o que sorri está realmente sorrindo. A alegria expressa em traços e tintas contrastam com sua postura discreta e reservada com que leva a vida.

Nascida na Bolívia, Flora veio para o Brasil aos seis anos. Da terra natal ela diz não trazer nenhuma influência artística, apenas a saudade dos pais que não teve oportunidade de conhecer. Elogiada e premiada por seu trabalho, a maior realização de Flora não veio por meio dos lápis e pincéis. É a sua filha Thaís Soleto, sua “maior obra viva”.

Folha da Laranjeira: Muito se discute sobre o que é arte. Existe arte boa e arte ruim?
Flora Soleto: Definitivamente não. A partir do momento que a pessoa se propõe a comunicar com o público não dá para dizer se isso é bom ou ruim. Existe o gosto de cada um.

FL: Como você vê o cenário artístico atual?
FS: Acho que hoje tem um movimento artístico interessante. Há alguns anos o circuito era muito fechado. Os artistas foram mais em direção ao povo e o povo passou a se manifestar. Eu pertencia a esse círculo fechado, a essa elite, e agora vejo esse movimento popular. A Amal tem sido um centro de abertura cultural muito importante. Ela me despiu de toda vaidade artística e reconstruiu minha personalidade.

FL: Você é uma artista que está sempre produzindo e reinventado o seu trabalho com novas técnicas. Além disso você também é professora de pintura. Arte se ensina ou é dom?
FS: Para fazer arte basta ter boa vontade e persistência. Não existe o erro. Existe a vontade de fazer. O importante é a pessoa fazer da melhor forma possível e como ele vê. Depois o professor vai aplicando as técnicas.

FL: Qual a diferença você faz entre pintor e artista plástico?
FS: Eu costumo dizer que ser pintora é uma coisa e ser artista é outra. Todo mundo pode ser pintor. O artista é um experiência mais sui generis. A arte se concretiza quando se chega ao público e provoca respostas. Eu hoje posso dizer que sou uma artista plástica.

Telefone de contato: (21) 2558 8736






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ano 26 - nº 213
julho-agosto/06