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Informativo da Assoc. de Moradores e Amigos de Laranjeiras - AMAL
Ano XXVIII | nº 224 | Fevereiro - Março 2008


Laranjeiras ganhará mais policiamento, garante o comandante Albuquerque

À frente do 2° Batalhão da Polícia Militar há dez meses, o Tenente-Coronel da PM faz um balanço de unidade e das estatísticas de segurança pública da área

Marcella Vieira

Tenente Coronel Albuquerque: “ Na Baixada, o contato entre PM e a população é estreito. Aqui o distanciamento é maior em todos os sentidos”O Tenente Coronel da Polícia Militar Gileade Amaro de Albuquerque está no comando do 2º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelos bairros de Botafogo, Humaitá, Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo, Urca, Catete e Glória, desde abril de 2007. Antes de assumir o 2º BPM, o Ten Cel trabalhou durante dez anos no 15º BPM (Duque de Caxias) e foi Subcomandante dos 6º (Tijuca), 22º (Maré) e 9º (Rocha Miranda) Batalhões. Albuquerque comentou as recentes ocorrências de furtos e assaltos em Laranjeiras e destacou a importância do Policiamento Comunitário para o estreitamento das relações entre PM e habitantes do bairro. Os cafés comunitários e os encontros com as associações de moradores também foram enfatizados, já que a população da Zona Sul é, segundo ele, ainda distante de seus batalhões: “O 2º BPM está de portas abertas para que os moradores entrem e saiam sempre que quiserem. O contato tem que ser estreito e praticamente diário, para que saibamos de tudo que acontece na área”, afirmou o comandante.

FL: Quais têm sido as ações do 2º BPM em Laranjeiras? Moradores do bairro se queixam de freqüentes ocorrências nas ruas Belizário Távora e Pinheiro Machado e, em janeiro, houve um assalto com tiroteio na Soares Cabral. O policiamento foi aumentado?
Ten. Cel. Albuquerque:
Todos esses fatos chegaram ao nosso conhecimento. De imediato, foram implantados nos locais citados policiamento 24 horas e conseguimos prender os dois elementos armados que estavam cometendo estes delitos na Soares Cabral. Atualmente, contamos com o apoio da companhia de policiamento do Palácio da Guanabara, já que eles formaram uma turma de soldados recentemente. Eles estão estagiando e fazendo o policiamento a pé. Assim, são 20 PMs trabalhando a pé nesses pontos estratégicos, focando essas ruas citadas: Pinheiro Machado, Soares Cabral e outras do entorno do Palácio da Guanabara, pois tínhamos conhecimento que eram locais onde estavam acontecendo roubos e furtos a transeuntes.

FL: O fato de o Palácio Guanabara ser localizado em Laranjeiras facilita o trabalho do Batalhão no controle desses pequenos furtos?
Ten. Cel. Albuquerque:
Como há uma companhia lá dentro cuja missão é fazer o policiamento do Palácio e eles tiveram a oportunidade de formar esse grupo de policiais – e eu espero que essa formação continue –, esse é mais um apoio que o 2º BPM recebe do próprio Palácio, que atua conosco no intuito de reduzir os índices de criminalidade da nossa área.

FL: E o policiamento comunitário na área? O senhor acredita na importância deste tipo de policiamento para criar um elo maior entre a PM e os moradores?
Ten. Cel. Albuquerque:
Sem qualquer dúvida. É um policiamento de total importância. Uma dificuldade grande que senti quando cheguei a este Batalhão é o distanciamento que existe da população em relação à unidade. Quando participei das primeiras reuniões aqui, houve até morador da área que perguntou se podia vir ao Batalhão e desconhecia os telefones da unidade. Isso causa até espanto da nossa parte, pois, na Baixada, de onde sou oriundo, o contato é muito estreito e eles ajudam muito o BPM. Aqui, o distanciamento da população é maior em todos os sentidos. E procuramos estreitar esses laços de amizade, fortalecendo os cafés comunitários. O Policiamento Comunitário preenche essa lacuna e eu gostaria muito de ter um efetivo aqui que me permitisse tê-lo em amplitude maior. Com isso, certamente os problemas de furtos a transeuntes e roubos de automóveis seriam reduzidos.

FL: De acordo com as estatísticas de dezembro de 2007 divulgadas pelo Instituto de Segurança Pública, houve um aumento de 1.098 furtos na área do 2º BPM no período de janeiro a dezembro de 2007 em relação ao mesmo período de 2006. Este aumento pode ser creditado ao aumento da presença de população de rua e de menores infratores nestes bairros?
Ten. Cel. Albuquerque:
Não temos dúvidas disso. É claro que não são todos os delitos que são cometidos por essas pessoas, até porque grande parte delas não tem acesso às armas de fogo. Esses moradores de rua roubam, geralmente, na sugestão e, como os cidadãos já estão amedrontados, eles preferem, muitas vezes, entregar o que é solicitado e nem percebem se os infratores, que costumam estar em bando, estão armados ou não. As pessoas ficam receosas e acabam cedendo bolsa, celular e outros pertences. No intuito de reduzir os índices, recebemos diariamente um apoio com novas viaturas, oriundas do PAN. São 11 viaturas e temos cerca de 70 policiais que trabalham dia sim, dia não, em pontos que, de acordo com as estatísticas, são locais de grandes índices de roubos a transeuntes. Mas sabemos que quando se implanta o policiamento em um determinado local, o índice vai ser reduzido naquele espaço. Mas essa mancha criminal se desloca e a nossa intenção é que se desloque a ponto de sair da nossa área. Mas temos que continuar fazendo o monitoramento e deslocar nosso policiamento de acordo com a própria locomoção da mancha criminal.

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Legenda da Foto: Tenente Coronel Albuquerque: “Na Baixada, o contato entre PM e a população é estreito. Aqui o distanciamento é maior em todos os sentidos”